segunda-feira, 13 de junho de 2011

UM TEXTO SOBRE AUTOESTIMA

Encontrei esse texto muito legal sobre autoestima e gostaria de compartilhar
Ja que nosso foco é nos mantermos bem e aprender como drilbar tudo e todos que querem nos derrubar bora ler e aprender um pouco com outros pontos de vista

Autoestima exige vigília constante
Basta qualquer coisa dar errado que já deixamos a ‘peteca’ cair. Mas a verdadeira autoestima não depende de fatores externos

Simone Cunha, especial para o iG

O conceito que temos de nós mesmos, o quanto gostamos de quem somos e do que nos tornamos, chama-se autoestima. “É uma auto-avaliação positiva ou negativa”, acrescenta a psicóloga Daniela Panisi. Acontece que, embora essa avaliação seja feita por nós e sobre nós, isso não quer dizer que não seja influenciada pelos outros.

“As pessoas são muito dependentes do que lhes reflete o espelho e das opiniões dos outros para se avaliar, elas não amam de verdade a vida que são, mas as condições superficiais da vida que têm”, justifica Luiz Delfino Mendes, psicólogo com 28 anos de experiência clínica e autor do livro ‘Vencendo o Pânico sem Drogas’, Editora Adama.

Por isso, uns quilinhos a mais, a falta de trabalho, um namorado pouco romântico e até mesmo a falta de dinheiro para comprar aquela bolsa de grife pode fazê-la sentir-se a pior mulher do mundo. “A vida é maior que qualquer condição passageira que se tenha e nessa grandeza deve ser reconhecida e amada”, ensina Mendes. Para o especialista, a autoestima que depende do emprego, do namorado ou da balança é frágil e insegura. “Não chega a ser uma doença, é um problema de debilidade psicológica”, alerta o psicólogo.

Na opinião da criadora do blog
Vigilantes da Autoestima Gisela Rao culturalmente nós tendemos a tirar nota baixa nessa avaliação. “Nós, brasileiros, crescemos ouvindo que os outros são sempre melhores e isso nutre a baixa autoestima. Somos vulneráveis e qualquer problema nos derruba”, avalia. Segundo ela, o blog recebe cerca de 100 mil cliques por mês e 90% de seu público é feminino. “Corpo e relacionamento são os campeões em derrubar a autoestima feminina”, revela Gisela.

Para a blogueira, a mulher precisa aprender duas importantes lições. “Insatisfações com o corpo geralmente ocorrem por um autojulgamento, portanto, é fundamental aprender a se olhar de forma mais otimista e ressaltar o que tem de melhor”. E no que se refere ao relacionamento, Gisela é taxativa: “Mulheres, nunca coloquem o homem no centro do Universo. Se ele foi embora, azar dele. Você continua sendo o máximo”, afirma.

Fuja do que te joga pra baixo
Controlar o externo é praticamente impossível. “As situações sempre fugirão ao nosso controle, isso é um fato. Afinal, estar vivo é estar lançado em um mundo com infinitas possibilidades”, define Daniela. Portanto, o interno precisa ser mantido firme e forte. Só assim, a autoestima não fica vulnerável às pedras do caminho. “Baixa autoestima é um vício e temos de fazer vigília constante para mantê-la elevada”, diz Gisela.

A blogueira enumera três itens que devem ser eliminados do dia-a-dia para não abalar a autoestima. “Autodepreciação, síndrome de vítima e lista de infelicidade. Temos o hábito de praticar os três e isso só nos derruba”, afirma. Já o psicólogo Luiz Delfino Mendes ensina que, em qualquer momento difícil, deve-se transferir o foco da consciência da cabeça que pensa para o coração que pulsa. “Mantenha o foco na sensação do peito porque isso desarma a armadilha do excesso de pensamento crítico e interpretações negativas sobre qualquer passagem difícil. Saindo dos julgamentos da mente, se encontra no coração a verdadeira identidade, que é aquela fonte de vida e força interior”, completa.

É fundamental manter-se em alerta para não exagerar na dose. Dificuldades existem, mas soluções também. “Quanto mais limitada à superficialidade das condições que se tem, mais insegura e sujeita a abalos fica a autoestima. A partir daí, escorregar para a postura de vítima e se perder na dose do sofrimento é muito fácil”, avisa Mendes.

Um ponto de equilíbrio

Deixar-se abater por qualquer problema não é o ideal. Porém, sentir-se acima de qualquer obstáculo também indica distúrbio. “Algumas pessoas parecem inatingíveis. No entanto, é preciso entender se realmente não se deixam abater ou alimentam um falso ego”, questiona Gisela. A psicóloga Daniela Panisi explica que o medo ou a confiança em excesso podem nos vedar para as diferentes possibilidades. “Ficamos com vários ‘pontos cegos’ em nós mesmos. E a melhor maneira de encontrar o equilíbrio é por meio do autoconhecimento”, comenta.

Afinal, a autoestima elevada é a principal força na superação dos obstáculos. “Desde que seja um sentimento verdadeiro”, alerta Mendes. A psicóloga acrescenta que quem consegue manter a autoestima elevada se mantém aberto para oportunidades, pois muitas vezes elas aparecem de forma sutil. “Aquele que ‘se deixa abater’ pode entrar em um ‘ciclo vicioso’ e se vitimizar diante da vida que se apresenta”, diz Daniela. Entretanto, minimizar grandes problemas e tentar ignorá-los também não é uma saída saudável. “O interessante mesmo é conseguir equilibrar os sentimentos para estabelecer uma visão consciente da realidade. Encarar o problema com seriedade e solucioná-lo”, finaliza Daniela Panisi.

Um comentário:

Adriana Franco disse...

Adorei seu Blog! Parabéns pelo lindo trabalho. Estava querendo escrever um texto sobre a auto-estima perdida e zapeando por idéias te encontrei. Um abração!